O primeiro post é sempre um responsabilidade. Estreiar é difícil.
Não há como pensar em outro assunto a falar senão na paixão pelo cinema que cada um tem/teve /terá. Eu sei que existem as conceitualizações, as escolas de cinema, os grandes diretores e as belíssimas atrizes. Mas nada disso compara-se a sensação por vezes imatura de assistir diversas vezes um clichê sessão da tarde.
Os Goonies do Spielberg, filme com uma cara inegável de aventura, onde havia um gordinho Nerd no melhor estilo besteirol americano salvava minhas tardes de férias. O melhor filme de todos os "Cinema em casa." Ou seria o Ferris Bueller em Curtindo a vida Adoidado?
Quem não lembra? Você ai, caro internauta que hoje só vê filme iraniano, deve ter umas boas lembranças desses filmes, esquecidas em algum lugar de sua juventude.
O que estou querendo dizer de fato é que em cada pedaço de nossa existência o cinema esteve por ali a espreita, e não há porque renegar o tempo em que os filmes mais batidos nos satisfaziam. Não por falta de intelecto ou maturidade, mas essa coisinha chamada formação de personalidade muito tem a ver com os filmes que vemos.
Um bom exemplo é a Katarina Nepomuceno que em 2007, uniu amigos e nomeou a banda de A valsa de Molly. O nome remetia a um cine-pipoca desses exibidos duas vezes ao mês onde uma garota saia em busca de um tesouro com coragem e blá blá blá. Isso marcou tanto a vida da vocalista que a personagem acabou virando o carro-chefe do trabalho.
É com histórias como essas que quero abrir as postagens do Cineclube se assim meus companheiros me permitirem. Ou melhor, se permitirem. O cineclube é um lugar bem parecido com as nossas salas de estar. De repente chega todo mundo, alguém vai se alojando, outros se aconchegando e no fim todo mundo para no embaralhado de pensamentos e sentimentos que uma história ali, representada na tela consegue nos envolver.
Quase como o fascínio que a gurizada tem (não sei se ainda tem) ao ver desenho animado na semana da criança. Ou quando procurando esquecer de nós mesmos nos encontramos num personagem do filme que vemos. E depois, quando achamos que entendemos tudo do que assistimos, alguém sempre enxerga uma coisa além do convencional, inventa um signo que resume tudo e por aí começa a melhor parte.
Claro que no cineclube entram o Cinema de Qualidade, o neo-expressionismo alemão ou o Cinema Novo e todas as transubstanciações desde quando o mundo é mundo e os frames fizeram a imagem em movimento. Certo, é inegável que o nível é outro. Mas a sensação de pertencimento com a narrativa, essa nunca perdemos. E no clube, isso se maximiza.
Pra quem nunca experimentou a sensação de frequentar um Cineclube, a forma mais simples de definir como percorremos cada segundo dos filmes é saber que existem no mínimo mais quatro pares de olhos, poros e ouvidos consumindo até a última gota a leveza e o pesar de uma película.
Você está convidado.
Não há como pensar em outro assunto a falar senão na paixão pelo cinema que cada um tem/teve /terá. Eu sei que existem as conceitualizações, as escolas de cinema, os grandes diretores e as belíssimas atrizes. Mas nada disso compara-se a sensação por vezes imatura de assistir diversas vezes um clichê sessão da tarde.
Os Goonies do Spielberg, filme com uma cara inegável de aventura, onde havia um gordinho Nerd no melhor estilo besteirol americano salvava minhas tardes de férias. O melhor filme de todos os "Cinema em casa." Ou seria o Ferris Bueller em Curtindo a vida Adoidado?
Quem não lembra? Você ai, caro internauta que hoje só vê filme iraniano, deve ter umas boas lembranças desses filmes, esquecidas em algum lugar de sua juventude.
O que estou querendo dizer de fato é que em cada pedaço de nossa existência o cinema esteve por ali a espreita, e não há porque renegar o tempo em que os filmes mais batidos nos satisfaziam. Não por falta de intelecto ou maturidade, mas essa coisinha chamada formação de personalidade muito tem a ver com os filmes que vemos.
Um bom exemplo é a Katarina Nepomuceno que em 2007, uniu amigos e nomeou a banda de A valsa de Molly. O nome remetia a um cine-pipoca desses exibidos duas vezes ao mês onde uma garota saia em busca de um tesouro com coragem e blá blá blá. Isso marcou tanto a vida da vocalista que a personagem acabou virando o carro-chefe do trabalho.
É com histórias como essas que quero abrir as postagens do Cineclube se assim meus companheiros me permitirem. Ou melhor, se permitirem. O cineclube é um lugar bem parecido com as nossas salas de estar. De repente chega todo mundo, alguém vai se alojando, outros se aconchegando e no fim todo mundo para no embaralhado de pensamentos e sentimentos que uma história ali, representada na tela consegue nos envolver.
Quase como o fascínio que a gurizada tem (não sei se ainda tem) ao ver desenho animado na semana da criança. Ou quando procurando esquecer de nós mesmos nos encontramos num personagem do filme que vemos. E depois, quando achamos que entendemos tudo do que assistimos, alguém sempre enxerga uma coisa além do convencional, inventa um signo que resume tudo e por aí começa a melhor parte.
Claro que no cineclube entram o Cinema de Qualidade, o neo-expressionismo alemão ou o Cinema Novo e todas as transubstanciações desde quando o mundo é mundo e os frames fizeram a imagem em movimento. Certo, é inegável que o nível é outro. Mas a sensação de pertencimento com a narrativa, essa nunca perdemos. E no clube, isso se maximiza.
Pra quem nunca experimentou a sensação de frequentar um Cineclube, a forma mais simples de definir como percorremos cada segundo dos filmes é saber que existem no mínimo mais quatro pares de olhos, poros e ouvidos consumindo até a última gota a leveza e o pesar de uma película.
Você está convidado.
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