25 maio 2010

Cineclubismo da Paraíba, panorama histórico II

Em 2007, dentro da programação do III Cineport, em João Pessoa, o Tintin Cineclube promoveu o I Encontro de Cineclubes da Paraíba, contando com a presença de pelo menos 13 diferentes entidades/grupos, além de representantes do CNC (Conselho Nacional de Cineclubes).  A partir do mapeamento feito para a realização do encontro, foram sendo detectados novos focos de pessoas interessadas em colocar cineclubes para funcionar em diversas cidades do estado. 

 Esse novo panorama do cineclubismo deve-se a uns tantos fatores, tais como à programação insatisfatória e insuficiente das  (poucas) salas de cinema, às facilidades das novas mídias e dos acessos aos filmes via internet, e também pelo estreitamento dos contatos possibilitado pela rede, de modo que a troca de filmes entre grupos, entidades, instituições está mais e mais viável. Vêm sendo feitas oficinas de cineclubismo em João Pessoa já há alguns anos, e em 2007 a ABD-PB desenvolveu, com recursos do Programa BNB de Cultura uma pequena expedição a três cidades do interior do estado, levando oficina e mostra de cinema paraibano, e deixando em cada um dos lugares visitados uma caixa com os filmes exibidos, de modo que os grupos que se constituíssem já pudessem começar com um pequeno acervo à disposição. Este projeto terá continuidade em 2009, dessa vez em quatro cidades, incluindo oficina básica de realização e, novamente, a caixa de filmes paraibanos. Um outro projeto da  associação também incluiu em seus objetivos a confecção e distribuição de caixas de filmes paraibanos e nordestinos entre os pontos de cultura, abds e cineclubes (tantos quanto for possível), que é o Pontão de Cultura Rede Nordestina Audiovisual. Outros cineclubes continuam surgindo e um novo mapeamento começa a ser feito, com vistas já ao segundo encontro paraibano, que deve acontecer em 2009, também dentro do Cineport. A universidade federal abriga pelo menos cinco dos novos cineclubes, e felizmente a maioria dos que estiveram no primeiro encontro ainda estão em funcionamento e já formalizados como tal, a exemplo do Cineclube José Dumont (CEFET-PB), Cineclube Casarão 34 (Prefeitura de João Pessoa), Cineclube Machado Bittencourt (em Campina Grande).
O número de cineclubes citados presentes ao encontro de 2007 (13 iniciativas representadas) não é um grande número, mas representa um crescimento esperado e desejado. Os 80 anos de cineclubismo no Brasil, comemorados em 2008, ainda haverão de servir de inspiração para outras tantas propostas, outros apoios, outros programas e mais gente envolvida nessa atividade apaixonante que é a difusão do audiovisual na forma pensante e atuante do cineclubismo.” **** João Pessoa, setembro de 2008.

**** (texto distribuído pela ABD quando da oficina de cineclubismo realizada no último Festival de Cinema de Língua Portuguesa, CINEPORT, em João Pessoa.

Trazendo este panorama para Sousa, faz-se necessário lembrar que  registraram-se, já na década de 60, algumas tentativas de manter em funcionamento espaços de cineclubes, como lembra a atual secretária de educação, Neumira Abrantes, que assistiu alguns filmes de Glauber Rocha projetados pelo cineclube que agora não lembra o nome.
Dando um salto de quatro décadas e meia, lembramos também de registrar o cineclube sousense que formou-se nos idos de abril de 2007, quando Emanuel da Cagepa, Sérgio Silveira, Tinto Marques, Zenildo da Ambev, Válber Matos, Paulo Pereira, Felipe do cartório, Leonardo Alves, entre outros, juntaram-se  -estimulados por alguns cursos como o Paraíba Cine Senhor, patrocinado pelo Programa BNB de Cultura e algumas oficinas, como a de animação, realizadas no CCBNB Sousa – para fundar o Cinessauros Clube que funcionava nas dependências do Ciclo operário, próximo a igreja Matriz de Sousa. No entanto, não durou muito, faltou fôlego nesse grupo de adultos com dois expedientes para dar conta. Adorinhas poucas não fazem nem cócegas.  E cineclube é assim: todos por um ou fecha porta e leva a chave.

Vamos tentar novamente botar o trem nos trilhos...do contrário, cinema em Sousa, será só memória dos anos 60.

Longa vida à vida e a obra dos Carvalhos

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